Clinkids

Criptorquidia, ectopia testicular ou testiculo ausente

« VOLTAR

Os testículos localizados na bolsa escrotal do menino caracterizam uma genitália masculina normal, especialmente se o orifício uretral estiver na extremidade do pênis. Entretanto em algumas situações um os ambas as gônadas masculinas podem encontrar-se fora de seu local habitual. A mais comum é a criptorquidia, ou seja a falta de descida do testículo para seu local normal durante a vida fetal, pois embriologicamente o testículo é formado no abdome , passando então por um processo de descida , de modo que, no final da gestação ele estará no fundo da bolsa escrotal. Quando o testículo sai de seu trajeto normal de descida durante a vida fetal, temos a ectopia testicular. Várias são as causas que podem interromper este processo natural de descida e que tem uma incidência de até 3% nas crianças ao nascer, situando-se posteriormente em 1% em torno dos 3 meses de idade.

Pode ser uni ou bilateral e é mais comum nos prematuros. O diagnóstico é dado pelo exame da criança e vamos encontrar a hemibolsa escrotal vazia e o testículo em 80 % dos casos está presente no canal inguinal, sendo palpado pelo médico com facilidade , dispensando-se qualquer exame complementar. O testículo quando situado fora da bolsa escrotal vai sofrer alterações histológicas a partir dos 2 anos de idade , pois a temperatura corporal é mais elevada em torno de 1 a 2º C e se não corrigida em tempo hábil, a anomalia pode ocasionar atrofia com diminuição da fertilidade e nos casos bilaterais até mesmo infertilidade . Outras complicações da criptorquidia são torção testicular , hérnia inguinal , tumores e problemas psicológicos especialmente quando a criança estiver mais crescida. A idade para correção cirúrgica da criptorquidia é entre 9 meses e 1 ano de idade quando o testículo é posicionado definitivamente no interior da bolsa escrotal , pois o tratamento hormonal propicia maus resultados É uma cirurgia freqüente chamada orquidopexia , com alta no mesmo dia quando a criança retorna naturalmente às suas atividades normais. Apesar da cirurgia da criptorquidia ser frequente ,deve ser realizada por um médico especialista para que a recuperação esperada seja a melhor possível. Outra situação que pode confundir com a criptorquidia é quando o (s) testículo (s) ocasionalmente ascende(m) à região inguinal, desaparecendo momentaneamente da bolsa escrotal. Esta situação é chamada de testículo retrátil , por uma ação do músculo cremaster que contrai-se e eleva a gônada e o diagnóstico é essencialmente feito à palpação pelo cirurgião pediátrico, não havendo indicação de ultrassonografia por oferecer resultados duvidosos.

O testículo retrátil é considerado normal, não necessitando nenhuma forma de tratamento, pois não sofre com o aumento ocasional da temperatura local e com o tempo normaliza-se espontaneamente, fixando-se no interior da bolsa escrotal, porém necessita acompanhamento médico até a puberdade .

TRATAMENTO


TRATAMENTO HORMONAL
Indicação

- Testículo criptorquídico baixo;

- Testículos retráteis;

Resultados
Sucesso: 14% a 59%

- Maior em pacientes com criptorquidia bilateral,com testículos distais ao anel inguinal externo e, principalmente, retráteis;

- Menor em pacientes previamente operados, portadores de hérnia inguinal ou testículos ectópicos;

- Ascensão testicular após hormonioterapia: 16% a 25%.

TRATAMENTO CIRÚRGICO
Indicação
- Tratamento padrão;
-Testículo muito alto ou impalpável;
-Após falha ou rejeição do tratamento hormonal;
- Associação com hérnia inguinal.


CIRURGIA ABERTA
A criança deve ser reexaminada sob narcose para confirmar a localização anormal do testículo e orientar o cirurgião. É realizada por inguinotomia, com identificação do testículo e o cordão espermático. A musculatura é incisada
na direção do canal inguinal, a partir de seu orifício externo. O testículo e os elementos do
cordão espermático são separados do saco herniário. Os vasos espermáticos são dissecados cranialmente no retroperitônio, eventualmente, até o pólo inferior do rim. O deferente deve ser dissecado até o espaço retrovesical.
Obtendo-se a mobilização testicular adequada, o saco herniário ou a abertura peritoneal são tratados. O testículo é inserido e fixado no escroto, certificando-se da ausência de torção ou tração excessiva no cordão.
Resultados:  Sucesso
- Testículo intra-abdominal: 74%;
- Testículo canalicular: 82%;
- Testículo inguinal: 87%;
- Testículo pré-pubiano: 92%.

LAPAROSCOPIA

Indicação específica no diagnóstico e tratamento simultâneo do testículo impalpável.

Emergência

CÓDIGO DE
EMERGÊNCIA

HORÁRIO DE ATENDIMENTO

Segunda a Sexta
7:00 ás 21:30

Sábados, Domingos
e Feriados
7:00 ás 18:30