Hemofilia: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento infantil

A hemofilia é uma doença genética rara que afeta a capacidade do sangue de coagular corretamente, levando a um risco elevado de sangramentos prolongados e graves. Este distúrbio, embora não tenha cura, pode ser tratado e controlado com cuidados adequados, permitindo que a criança tenha uma vida saudável e ativa. Neste conteúdo, vamos esclarecer tudo o que você precisa saber sobre a hemofilia e como cuidar da saúde do seu filho de forma segura e eficiente.

O que é a Hemofilia?

A hemofilia é uma doença hereditária causada pela falta ou deficiência de proteínas responsáveis pela coagulação do sangue. Ambas as formas têm herança genética e são mais frequentes em meninos.

Existem dois tipos principais da doença:

  • Hemofilia A: forma mais comum, caracterizada pela falta do fator VIII de coagulação.
  • Hemofilia B: também conhecida como “doença de Christmas”, é causada pela deficiência do fator IX.

Principais Sinais e Sintomas em Crianças

Os sintomas da hemofilia podem variar de leves a graves, dependendo do grau de deficiência do fator de coagulação. As crianças com hemofilia podem apresentar:

  • Sangramentos frequentes: hematomas fáceis, sangramentos nas gengivas, nariz e articulações (principalmente tornozelos, joelhos e cotovelos).
  • Hemorragias espontâneas: sangramentos internos que podem ocorrer sem causa aparente, especialmente nas articulações e músculos.
  • Dificuldade de cicatrização: feridas que demoram mais tempo para parar de sangrar.
  • Dor nas articulações: devido a hemorragias internas, o que pode resultar em inchaço e dor, afetando a mobilidade da criança.
  • Sangramento excessivo após pequenos cortes ou procedimentos médicos, como vacinas ou extração de dentes.

Se você observar algum desses sinais, é fundamental buscar orientação médica para que o diagnóstico seja feito o quanto antes.

Como é Feito o Diagnóstico de Hemofilia?

O diagnóstico de hemofilia é realizado por meio de exames laboratoriais que verificam a quantidade e a funcionalidade dos fatores de coagulação no sangue. O principal exame é o teste de coagulação, que mede a atividade dos fatores VIII e IX.

Além disso, é importante um histórico médico completo, com ênfase em antecedentes familiares, já que a hemofilia é uma condição hereditária.

Tratamento Infantil para Hemofilia

Embora a hemofilia não tenha cura, com o tratamento adequado, as crianças podem levar uma vida normal. O tratamento visa prevenir e controlar os episódios de sangramentos, minimizando o risco de complicações. Os principais métodos de tratamento incluem:

  • Reposição de Fatores de Coagulação: a base do tratamento é a reposição do fator VIII ou IX, dependendo do tipo de hemofilia. Esse tratamento é administrado por via intravenosa, de acordo com a necessidade da criança. Ele pode ser feito em sessões regulares ou sempre que necessário, em casos de hemorragias.
  • Tratamento profilático: em alguns casos, especialmente em crianças com hemofilia grave, pode ser recomendado o tratamento profilático, que consiste na administração regular do fator de coagulação para prevenir sangramentos antes que ocorram.
  • Medicamentos para controlar sintomas: para aliviar os sintomas de dor, inchaço ou hemorragias nas articulações, o médico pode recomendar medicamentos para controlar a inflamação.
  • Cuidados fisioterápicos: quando há danos nas articulações devido a sangramentos repetidos, a fisioterapia é indicada para fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade das articulações afetadas.

Como Acompanhar o Tratamento de uma Criança com Hemofilia?

O acompanhamento médico regular é essencial para o controle da hemofilia. A criança deve ser monitorada por uma equipe de profissionais, incluindo pediatra, hematologista e fisioterapeuta, para ajustar o tratamento de acordo com as necessidades específicas de cada caso.

Além disso, é importante que os pais estejam atentos à proteção da criança, evitando atividades que possam resultar em lesões graves e monitorando possíveis sangramentos.

Disclaimer: Este conteúdo tem como objetivo informar e educar o público em geral. Não substitui uma consulta médica. Somente um médico está habilitado a fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Quais os perigos da desidratação infantil?

A desidratação infantil é um dos principais riscos à saúde das crianças, especialmente durante períodos de calor intenso ou em casos de doenças como diarreias e vômitos. Embora muitas vezes subestimada, a desidratação pode evoluir rapidamente, colocando a vida da criança em perigo. A seguir, confira mais informações sobre o que é a desidratação, como reconhecê-la e o que fazer para preveni-la e tratá-la.

Este conteúdo faz parte da nossa editoria Guia de Doenças, no blog da Clin Kids, onde você encontra informações essenciais para cuidar da saúde das crianças.

O que é desidratação infantil?

A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que ingere, resultando em um desequilíbrio que compromete diversas funções corporais. Em crianças, esse quadro pode surgir rapidamente devido à maior proporção de água no corpo e ao metabolismo acelerado.

Principais causas da desidratação em crianças:

– Doenças gastrointestinais: diarreias e vômitos são os fatores mais comuns que levam à desidratação.

– Febre: a elevação da temperatura corporal aumenta a perda de líquidos.

– Calor excessivo: exposição ao sol ou ambientes quentes pode causar suor excessivo e perda de água.

– Ingestão inadequada de líquidos: bebês e crianças pequenas dependem de adultos para garantir a hidratação adequada.

Sinais de alerta para desidratação:

Os sintomas variam de acordo com o grau da desidratação, podendo ser leves, moderados ou graves:

– Leve a moderada: boca seca, irritabilidade, sede, diurese reduzida (menos fraldas molhadas ou urina escura).

– Grave: sonolência, olhos fundos, taquicardia, extremidades frias e ausência de urina por mais de oito horas.

“É fundamental que os pais fiquem atentos a qualquer mudança no comportamento da criança, pois a desidratação grave pode evoluir para um quadro de choque hipovolêmico”, alerta Dra. Daniela Garcia, pediatra da Clin Kids.

Como prevenir a desidratação infantil?

Manter a hidratação adequada, oferecendo água com frequência, especialmente em dias quentes ou durante atividades físicas. Além disso, mantenha uma alimentação equilibrada, incluindo alimentos ricos em água, como frutas e vegetais.

É muito importante evitar exposição excessivas ao calor, preferencialmente, deixando as crianças em ambientes frescos e com o uso de roupas leves.

Monitore os sintomas: em caso de febre, vômito ou diarreia, intensifique os cuidados com a hidratação e busque orientação do pediatra.

Tratamento: o que fazer em casos de desidratação?

 Para casos leves a moderados, o uso de soluções de reidratação oral é recomendado e pode ser encontrado em farmácias, preparados em casa conforme orientações médicas.

Em casos graves, a hidratação intravenosa pode ser necessária, e a criança deve ser levada imediatamente ao Pronto Atendimento. “Nunca administre medicamentos por conta própria sem orientação de um profissional. Cada caso de desidratação tem suas particularidades”, reforça Dra. Daniela Garcia.

Dra. Daniela Garcia
Pediatra da Clin Kids

Disclaimer: Este conteúdo tem como objetivo informar e educar o público em geral. Não substitui uma consulta médica. Somente um médico está habilitado a fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Você sabe identificar os sinais de insolação em crianças? E como protegê-los?

A insolação é uma condição séria que ocorre quando o corpo de uma criança não consegue regular a temperatura, levando a um superaquecimento. Em dias de calor intenso, especialmente durante atividades ao ar livre, os pais devem estar atentos aos sinais e sintomas dessa condição. Reconhecer precocemente a insolação é essencial para prevenir complicações graves e garantir o bem-estar dos pequenos.

O que é insolação?

A insolação é caracterizada pelo aumento extremo da temperatura corporal, geralmente acima de 40°C, devido à exposição prolongada ao calor ou esforço físico em temperaturas elevadas. Crianças são mais vulneráveis porque seus corpos regulam a temperatura de forma menos eficiente do que os adultos.

Principais sinais e sintomas de insolação em crianças:

  • Febre alta sem sinais de infecção: a temperatura sobe rapidamente, sem febre causada por vírus ou bactérias.
  • Pele quente e seca: a criança pode parar de suar, mesmo em altas temperaturas, ou apresentar suor excessivo no início.
  • Confusão ou desorientação: mudanças no comportamento, como dificuldade para responder ou agitação, são sinais de alerta.
  • Dor de cabeça intensa: a criança pode reclamar de dores fortes, muitas vezes acompanhadas de tontura.
  • Náusea ou vômito: esses sintomas podem surgir junto com a sensação de mal-estar geral.
  • Fadiga ou fraqueza: a criança pode se sentir muito cansada, com dificuldade para manter-se acordada ou alerta.
  • Batimento cardíaco acelerado: o calor extremo pode causar taquicardia.
  • Convulsões: em casos graves, a insolação pode levar a convulsões.

O que fazer em caso de insolação?

Caso a criança apresente sinais de insolação, siga estas etapas imediatas:

  • Leve a criança para um local fresco e ventilado.
  • Remova o excesso de roupas.
  • Resfrie o corpo com compressas úmidas ou banho frio.
  • Hidrate a criança com água, se estiver consciente.
  • Procure atendimento médico imediato.

Atenção: A insolação é uma situação grave, por isso, caso a criança apresente confusão, desmaios ou temperatura corporal muito alta, procure imediatamente o serviço de emergência.

Como proteger as crianças do calor excessivo e insolação?

A insolação em crianças é um problema sério, mas pode ser evitada com cuidados simples e atenção redobrada em dias de calor. Ao notar qualquer sintoma, aja rapidamente e procure orientação médica.

  • Evite atividades ao ar livre entre 10h e 16h, quando o sol está mais forte.
  • Ofereça líquidos frequentemente, mesmo que a criança não peça.
  • Use roupas leves, de cores claras, e chapéus.
  • Aplique protetor solar com FPS adequado e incentive pausas na sombra durante brincadeiras.

“Crianças são naturalmente mais sensíveis ao calor, e a insolação pode se desenvolver rapidamente. Por isso, é essencial que os pais fiquem atentos a qualquer sinal de alerta e busquem ajuda médica ao menor indício. A prevenção é sempre o melhor caminho para evitar complicações graves.” Afirma a pediatra e plantonista do Pronto Atendimento da Clin Kids, Dra. Laís Potenza.

Dra. Laís Potenza
Pediatra e Plantonista do Pronto Atendimento da Clin Kids

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O que é a Fontanela e por que ela é importante?

Na editoria Sopa de Letrinhas do blog da Clin Kids, explicamos de forma simples alguns termos médicos que podem gerar dúvidas nos pais e responsáveis. A palavra escolhida de hoje é Fontanela. Se você nunca ouviu falar desse termo, ele pode parecer complicado, mas não se preocupe, vamos descomplicar!

A Fontanela, também conhecida como “moleira”, é uma região do crânio dos bebês onde os ossos ainda não se fundiram completamente. Essas áreas, mais flexíveis, permitem o crescimento do cérebro durante os primeiros meses de vida, ajudando a acomodar o aumento de volume da cabeça do bebê.

É completamente normal e saudável ver essa região mais macia no início da vida do bebê, e ela vai se fechando naturalmente com o tempo, geralmente até o final do segundo ano de vida. Mas qual a importância disso? Para entender melhor, confira as explicações a seguir:

“A Fontanela é uma parte essencial do desenvolvimento craniano do bebê, pois permite a expansão do cérebro enquanto ele cresce. Além disso, a presença da moleira também ajuda os médicos a monitorar o crescimento da criança durante as consultas pediátricas. Embora os pais possam ficar preocupados, é importante destacar que, em condições normais, ela se fecha de forma natural e gradual, sem causar problemas”, comenta a pediatra da Clin Kids, Dra. Carolina Tieri.

Existem algumas alterações que podem ser observadas e, em certos casos, podem indicar problemas. Aqui estão situações que merecem atenção:

– Fontanela tensa e inchada: caso a moleira pareça estar mais alta, rígida ou inchada, isso pode ser um sinal de que o bebê está com febre ou infecção. Nessas situações, é fundamental buscar ajuda médica imediatamente.

– Fontanela fechando muito cedo: se a moleira fecha muito cedo, antes do tempo esperado, pode limitar o crescimento do cérebro e resultar em uma condição chamada craniossinostose. Isso pode afetar o desenvolvimento neurológico da criança e, por isso, deve ser investigado pelo pediatra.

– Fontanela muito dilatada ou aberta por muito tempo: por outro lado, se a moleira permanece aberta por muito tempo, pode ser um sinal de problemas no desenvolvimento ósseo ou de condições como a síndrome de Down ou hipotireoidismo.

Portanto, fique atento às mudanças na moleira do seu bebê e sempre consulte o pediatra caso note qualquer alteração. Como o especialista ressaltou, a maioria das vezes a fontanela segue seu processo de fechamento sem problemas, mas é sempre bom estar informado para garantir o bem-estar da criança.

 

Dra. Carolina Tieri
Pediatra da Clin Kids

Disclaimer: Este conteúdo tem como objetivo informar e educar o público em geral. Não substitui uma consulta médica. Somente um médico está habilitado a fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Homeopatia na Pediatria

A homeopatia é uma prática terapêutica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pode ser usada como tratamento em diversas doenças pediátricas. Sua abordagem é pautada no princípio de tratar o organismo estimulando a sua capacidade de autocura, e se apresenta como medicamentos em tintura ou diluídos provindos dos reinos: animal, mineral e vegetal. A homeopatia pode ser utilizada junto à tratamentos convencionais, sendo uma aliada importante em situações específicas, especialmente em crianças.

Como a homeopatia pode ajudar?

A prática homeopática tem como foco o paciente como um todo, considerando aspectos físicos, emocionais e comportamentais. Na Pediatria, pode ser usada em condições como:

Alergias respiratórias: rinite alérgica e asma.

Problemas de pele: dermatite atópica e alergias cutâneas leves.

Infecções recorrentes: otites, amigdalites e infecções respiratórias repetitivas.

Distúrbios do sono: dificuldades para dormir ou pesadelos frequentes.

Ansiedade e agitação: situações de estresse ou mudanças na rotina.

A homeopatia pode ser prescrita como um complemento no alívio de sintomas e na melhora do equilíbrio geral da criança.

A opinião da especialista

Para entender melhor sobre este assunto, conversamos com a Dra. Cristina Storni, pediatra e homeopata da Clin Kids, que em muitas situações, associa a homeopatia à medicina alopática. A homeopatia é uma excelente estratégia terapêutica, e pode ser prescrita também para aliviar sintomas, reduzir a frequência de episódios em doenças crônicas e em muitos sintomas emocionais, como ansiedade, depressão, irritabilidade e insônia.

A pediatra também ressalta que a avaliação de um profissional capacitado é indispensável: “Antes de iniciar qualquer tratamento, é fundamental realizar uma consulta detalhada para entender as necessidades específicas da criança e alinhar seu tratamento com os outros cuidados que ela já recebe.”

O papel da homeopatia no bem-estar infantil

A combinação entre a medicina tradicional e a homeopatia pode trazer benefícios significativos, especialmente em doenças que exigem acompanhamento contínuo.

Dra. Cristina Storni

Pediatra da Clin Kids.

Disclaimer: Este conteúdo tem como objetivo informar e educar o público em geral. Não substitui uma consulta médica. Somente um médico está habilitado a fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Câncer Infantojuvenil: conheça os principais aspectos

O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, celebrado em 23 de novembro, é uma oportunidade para conscientizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025, são estimados aproximadamente 7.930 novos casos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil, sendo 4.230 em meninos e 3.700 em meninas.

No Guia de Doenças de A a Z da Clin Kids, reunimos informações essenciais sobre o câncer em crianças e adolescentes, para que pais e responsáveis possam estar atentos.

O que é o câncer infantojuvenil?

O câncer infantojuvenil refere-se a um grupo de doenças que surgem devido ao crescimento anormal de células no organismo. Esses tumores podem aparecer em qualquer parte do corpo e têm características diferentes dos cânceres em adultos, sendo, em grande parte, relacionados a alterações genéticas e não a fatores ambientais.

Principais tipos de câncer infantojuvenil

Leucemias: câncer no sangue e na medula óssea, mais comum em crianças.

Tumores do sistema nervoso central: afetam o cérebro e a medula espinhal.

Linfomas: divididos em linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin, que atingem o sistema linfático.

Neuroblastoma: surge no sistema nervoso simpático periférico, sendo mais frequente em crianças pequenas.

Tumor de Wilms: tumor renal que atinge crianças, geralmente antes dos 5 anos.

Sarcomas: incluem o osteossarcoma (ossos) e o rabdomiossarcoma (tecidos moles).

Retinoblastoma: tumor ocular, comum em crianças menores de 3 anos.

Sinais de alerta

Os sintomas do câncer infantojuvenil podem ser confundidos com doenças comuns na infância. Por isso, atenção aos seguintes sinais:

  • Febre persistente;
  • Palidez e cansaço excessivo;
  • Perda de peso inexplicada;
  • Nódulos ou inchaços em áreas como pescoço e abdômen;
  • Dor óssea ou articular;
  • Dores de cabeça constantes associadas a vômitos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce é a chave. Quando há suspeitas, o médico pode incluir exames de sangue, tomografias, ressonâncias magnéticas, biópsias e outros procedimentos.

Os tratamentos são personalizados e envolvem quimioterapia, cirurgia, radioterapia e transplante de medula óssea.

“O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento multidisciplinar, pode elevar as taxas de cura para até 80% em alguns tipos de câncer infantojuvenil.” Comenta a pediatra da Clin Kids, Denise Bedoni.

O impacto do suporte emocional

Além dos cuidados médicos, o suporte psicológico para a criança e seus familiares é essencial para enfrentar os desafios do tratamento.

“A abordagem humanizada e o apoio psicológico fazem a diferença na qualidade de vida e na resposta ao tratamento dos pacientes.” reforça Bruna Marinho, Psicóloga Infantil da Clin Kids.

Atenção aos sinais

Embora muitos tipos de câncer na infância não sejam preveníveis, a atenção aos sintomas e o acompanhamento pediátrico regular são fundamentais para garantir um diagnóstico rápido e maiores chances de cura.

“A informação é uma aliada poderosa na luta contra o câncer infantojuvenil. Quanto mais famílias souberem identificar os sinais, maior a chance de salvar vidas.” enfatiza Dra. Denise Bedoni.

No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, a Clin Kids reforça seu compromisso com a saúde e bem-estar das crianças e adolescentes.

Dra. Denise Bedoni

Diretora Clínica da Clin Kids

Pediatra/Especialista em Neonatologia pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

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Sopa de Letrinhas: entendendo o termo “Ostomizado”

Aqui no blog da Clin Kids, criamos a editoria “Sopa de Letrinhas” para ajudar você a entender melhor alguns termos médicos. Nossa ideia é traduzir o “mediquês” em palavras simples, ajudando pais e cuidadores a estarem mais informados sobre as necessidades de seus filhos. Nesta edição, vamos explicar o termo “Ostomizado”.

O que Significa Ser “Ostomizado”?

Ser ostomizado significa que a pessoa passou por uma cirurgia para criar uma abertura no corpo — chamada estoma — que permite a saída de fezes ou urina para fora do corpo, quando o intestino ou a bexiga não conseguem realizar essa função. Isso pode ocorrer por diferentes motivos, como doenças, traumas ou cirurgias.

“Ostomizados são pacientes que passaram por uma cirurgia onde foi necessário criar uma abertura na parede abdominal para eliminação de resíduos do corpo,” explica o cirurgião pediátrico da Clin Kids, Dr. Fernando Bedoni.

Em quais situações esse procedimento é comum na Pediatria?

Na Pediatria, a ostomia é menos comum que em adultos, mas, quando ocorre, geralmente é indicada em casos como:

  • Doenças congênitas: algumas crianças nascem com problemas no sistema digestivo ou urinário que requerem intervenção, como a doença de Hirschsprung, onde há ausência de células nervosas em partes do intestino, impedindo seu correto funcionamento.
  • Malformações: algumas malformações podem demandar uma ostomia temporária para que a criança tenha uma digestão e eliminação adequadas até ser possível uma correção cirúrgica definitiva.
  • Traumas: em casos mais raros, traumas abdominais graves também podem exigir esse tipo de procedimento.

“No contexto pediátrico, muitas vezes essas ostomias são temporárias, sendo uma solução até que a criança esteja pronta para uma cirurgia reparadora,” comenta o cirurgião.

Intercorrências: quando procurar ajuda imediata?

É importante que os pais ou cuidadores de uma criança ostomizada saibam reconhecer sinais de alerta que podem indicar complicações:

  • Infecção ao redor do estoma: se houver vermelhidão, inchaço, dor ou secreção com odor, pode ser sinal de infecção.
  • Hérnia no local do estoma: um volume que surge ao redor do estoma pode indicar uma hérnia, que precisa ser avaliada por um médico.
  • Obstrução ou problemas na saída de fezes ou urina: se a criança parece desconfortável ou se a saída dos resíduos diminui, é importante buscar ajuda.

“Essas intercorrências são comuns e, na maioria dos casos, têm soluções eficazes, mas exigem atenção imediata para evitar complicações maiores,” alerta Dr. Fernando Bedoni”.

Lembre-se, além do Ambulatório de Cirurgia Pediátrica, a Clin Kids conta com um Pronto-Atendimento especializado em saúde infantil.

Dr. Fernando Bedoni

Cirurgião Pediátrico da Clin Kids, formado pela Santa Casa de São Paulo.

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Como identificar os sinais e sintomas do diabetes em crianças?

O diabetes infantil é uma condição que exige atenção especial e pode ter um impacto significativo na saúde e na qualidade de vida das crianças. Reconhecer rapidamente seus sinais e sintomas é fundamental para um tratamento eficiente e permitir que a criança tenha uma vida normal e ativa.

O que é o diabetes infantil?

Na maioria dos casos, o diabetes em crianças é do tipo 1, uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem a insulina. Sem insulina suficiente, o corpo não consegue metabolizar corretamente a glicose, levando ao acúmulo de açúcar no sangue. O diabetes tipo 2, mais comum em adultos, também pode acometer crianças, especialmente com fatores de risco como obesidade e histórico familiar.

Sinais e Sintomas do Diabetes Infantil

É importante que pais e cuidadores fiquem atentos aos sinais que podem indicar diabetes em crianças. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Sede excessiva: a criança pede mais líquidos do que o comum.
  • Frequência urinária aumentada: a criança faz xixi em grandes quantidades e com mais frequência.
  • Perda de peso inexplicada: mesmo com o mesmo apetite ou até mesmo maior, a criança pode perder peso.
  • Cansaço extremo: a criança apresenta cansaço constante sem motivo aparente.
  • Fome excessiva: a criança sente fome constantemente, e come em grandes quantidades.
  • Irritabilidade e mudanças de humor.
  • Visão embaçada: a criança se queixas de dificuldade para enxergar, como “vista embaçada”.

“Os pais devem observar qualquer um desses sintomas, especialmente se aparecerem juntos. A sede excessiva e a perda de peso inexplicada, em particular, são sinais importantes que merecem atenção”, orienta Dr. André Ruzzi, pediatra da Clin Kids.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico do diabetes infantil é feito por meio de exames de sangue, que medem os níveis de glicose. “O tratamento do diabetes tipo 1 inclui a administração de insulina, monitoramento contínuo da glicose, alimentação balanceada e atividade física. Com um bom controle, é possível que a criança tenha uma vida normal e ativa”, destaca o médico.

Convivendo com o Diabetes Infantil

A adaptação ao diagnóstico pode ser desafiadora, tanto para a criança quanto para a família. “É fundamental contar com uma equipe multidisciplinar que envolva pediatra, endocrinologista infantil, nutricionista e, muitas vezes, apoio psicossocial. Educar a família sobre como lidar com a condição é um passo essencial para garantir o bem-estar da criança”, acrescenta Dr. André Ruzzi.

Prevenção e Cuidados

Embora o diabetes tipo 1 não possa ser prevenido, o diabetes tipo 2 pode ser evitado com um estilo de vida saudável. Manter uma alimentação equilibrada, incentivar atividades físicas regulares e evitar o excesso de peso são medidas que podem ajudar a reduzir o risco.

Se suspeitar de qualquer sintoma mencionado, procure um pediatra para uma avaliação detalhada. Detectar o diabetes precocemente é um passo fundamental para iniciar o tratamento adequado e proporcionar à criança a possibilidade de crescer com saúde e bem-estar.

Dr. André Ruzzi

Pediatra da Clin Kids

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Asma na Infância: o depoimento de Camila, mãe de Henrique e a importância do acompanhamento médico.

Desde os primeiros dias de vida, o acompanhamento pediátrico de Henrique já estava traçado com especial cuidado. Sua mãe, Camila, sabia da importância de uma atenção redobrada, pois a asma era uma presença constante na história de sua família. “Desde que nasceu, meu filho já começou seu acompanhamento pediátrico com uma especialista em pneumologia, por nossa família possuir asmáticos… e foi a melhor escolha. Já imaginávamos que o Henrique pudesse apresentar alguns sinais e, poder contar com essa assistência foi fundamental. Quando os sinais vieram, já sabíamos o que deveria ser feito e ele logo começou seu tratamento, o que facilitou o desempenho pulmonar e a qualidade de vida dele. Hoje, ele está controlado com seu tratamento a longo prazo e suas visitas à pneumologista a cada dois meses. Com isso, a vida dele é completamente normal para uma criança de 2 anos. Somos eternamente agradecidos a toda atenção dada a ele”, relata Camila.

A asma é uma condição respiratória crônica que pode afetar qualquer faixa etária, mas é especialmente importante reconhecer seus sinais durante a infância. Identificar a asma precocemente permite intervenções que ajudam a evitar crises e garantem que a criança tenha uma vida ativa e saudável.

O que é a asma?

A asma é caracterizada pela inflamação das vias aéreas, levando à obstrução do fluxo de ar. Isso provoca sintomas como falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto no peito. Esses sintomas podem variar de intensidade e muitas vezes pioram durante a noite ou em resposta a certos gatilhos, como alérgenos, infecções respiratórias ou esforço físico.

Diagnóstico

O diagnóstico da asma em crianças pode envolver uma avaliação clínica detalhada, incluindo histórico médico e familiar, exame físico e, em alguns casos, testes respiratórios, como a espirometria. O acompanhamento por um pediatra ou especialista em pneumologia infantil é fundamental para um diagnóstico correto.

Tratamento e Controle

O tratamento da asma inclui medicamentos de alívio rápido e de controle a longo prazo. Os broncodilatadores são usados em crises para relaxar a musculatura das vias aéreas, enquanto os corticosteroides inalatórios ajudam a reduzir a inflamação e prevenir sintomas. O tratamento é individualizado, e o acompanhamento regular com o especialista garante que os ajustes necessários sejam feitos, conforme a resposta da criança.

Prevenção de Crises

“A prevenção das crises envolve medidas que reduzem a exposição da criança a gatilhos como ácaros, poeira, pelos de animais e fumo passivo. Manter um ambiente limpo e arejado, além de acompanhar a vacinação da criança, ajuda a evitar infecções que podem desencadear crises asmáticas”, explica a pneumologista pediátrica da Clin Kids, Dra. Fatima Zirn.

“Relatos como o de Camila mostram que, com o diagnóstico e tratamento corretos, é possível controlar a asma e garantir que a criança tenha uma infância plena e ativa. O acompanhamento médico constante e a dedicação aos cuidados fazem toda a diferença, proporcionando uma vida de qualidade para crianças como o Henrique”, enfatiza a especialista.

Dra. Fatima Zirn

Pediatra/Especialista em Pneumologia Pediátrica pelo Hospital Menino Jesus e Pós-graduada em Nutrologia pela Boston University School of Medicine.

Disclaimer: Este conteúdo tem como objetivo informar e educar o público em geral. Não substitui uma consulta médica. Somente um médico está habilitado a fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Surdez: como diagnosticar?

No dia 10 de novembro, o Brasil celebra o Dia Nacional da Surdez, uma data que reforça a importância da prevenção, do diagnóstico e tratamento da perda auditiva, especialmente em crianças. A surdez tem impacto significativo no desenvolvimento infantil, desde a linguagem até as relações sociais, por isso, é tão importante que pais, familiares e cuidadores estejam atentos aos sinais.

O que é a surdez?

A surdez é a perda parcial ou total da capacidade auditiva, que pode ocorrer em um ou ambos os ouvidos, além de ser classificada em graus: de leve a profunda. A perda auditiva pode ser congênita (presente desde o nascimento), ou surgir ao longo da vida seja em consequências de infecções, uso de medicamentos ototóxicos, exposição a ruídos intensos ou traumas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da surdez infantil é realizado por meio de testes específicos de triagem auditiva neonatal, como o teste da orelhinha, que deve ser feito ainda nos primeiros dias de vida. Testes adicionais, como audiometria e emissões otoacústicas, podem ser indicados após a triagem inicial (se necessário).

“A realização do teste da orelhinha é uma importante ferramenta para detectar precocemente qualquer alteração auditiva. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento, permitindo à criança um desenvolvimento mais próximo do normal,” destaca o Dr. Ulisses Ribeiro, especialista em otorrinolaringologia pediátrica da Clin Kids.

Tratamentos e intervenções

Dependendo do grau de perda auditiva, os tratamentos podem variar desde o uso de aparelhos auditivos, implantes cocleares até terapias de reabilitação auditiva e fonoaudiológica. “Com os avanços da tecnologia e da medicina, hoje existem diversas opções de tratamento que permitem à criança desenvolver até plenamente suas habilidades de comunicação,” afirma o especialista.

Quando se preocupar?

Pais e cuidadores devem estar atentos a sinais como falta de resposta a sons, atraso na fala ou desenvolvimento da linguagem, ou dificuldade em seguir instruções auditivas simples. Caso observe algum desses sinais, é essencial procurar um especialista para uma avaliação detalhada.

Na Clin Kids, estamos comprometidos em oferecer atendimento completo e acolhedor para o diagnóstico e acompanhamento das condições auditivas das crianças. O cuidado integral desde os primeiros dias faz toda a diferença.

Dr. Ulisses Ribeiro
Otorrinolaringologista da Clin Kids.

Disclaimer: Este conteúdo tem como objetivo informar e educar o público em geral. Não substitui uma consulta médica. Somente um médico está habilitado a fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para cada caso.